Como a GeForce 256 Unificou a Computação Gráfica e Lançou as Bases da Revolução da Inteligência Artificial
No crepúsculo de 1999, o mundo da tecnologia respirava sob uma atmosfera de febril ansiedade. Entre os cafés açucarados das redações de tecnologia e o pânico quase folclórico do "Bug do Milênio" (Y2K), uma revolução silenciosa estava sendo gravada em placas de circuito impresso. Para quem jogava no PC naquela época, a experiência tridimensional era um misto de deslumbramento e profunda frustração. Os mundos virtuais eram construídos por polígonos serrilhados, personagens que se moviam como robôs e taxas de quadros por segundo que frequentemente despencavam ao menor sinal de ação na tela. O sonho dos gráficos fotorrealistas em tempo real parecia empacado em um gargalo físico intransponível. Até que, em 31 de agosto de 1999, uma empresa californiana relativamente jovem subiu ao palco para apresentar um componente que prometia rasgar as regras do jogo. A Nvidia anunciou a GeForce 256 (codinome NV10), lançada comercialmente em 11 de outubro do mesmo ano. Construída sob a arquitet...